
A falta de um medicamento essencial para pacientes com problemas no pâncreas tem gerado indignação e preocupação no Rio Grande do Norte. Segundo denúncias recebidas pelo Blog do Victor Lyra, a medicação está em falta na Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat) desde outubro de 2024, afetando diretamente a saúde dos pacientes que dependem do remédio para sobreviver.
De acordo com relatos, a situação tem gerado grande revolta entre os pacientes e familiares, que retornam para casa sem o medicamento e sem previsão para reposição.
A presidente da Associação Brasileira da Síndrome de Berardinelli e Outras Lipodistrofias, Márcia Guedes, disse que seu filho toma essa medicação.
“A última vez que conseguimos foi em outubro. Ele precisa da medicação para sobreviver. Eu quero meu filho vivo. Pelo amor de Deus, que os órgãos competentes tenham piedade dessas pessoas que sofrem humilhações diárias pela falta de medicamento”, desabafou Márcia.

O medicamento em questão custa mais de R$ 200 e precisa ser administrado três vezes ao dia, tornando a compra inviável para muitas famílias que dependem da distribuição pública. Sem o fornecimento regular, a saúde dos pacientes fica cada vez mais comprometida.
A crise na distribuição de medicamentos pela rede pública tem sido alvo de críticas constantes, com usuários denunciando a precariedade e a falta de estrutura no sistema de saúde do Estado.